11 de Maio

10H30
Duas ou três histórias sobre os cafés de Braga com Eduardo Jorge Madureira
Visita guiada

Os cafés bracarenses serviram, ao longo do século XX, para polarizar posicionamentos políticos, albergando discussões que chegaram a suscitar interesse dos diplomatas estrangeiros. Esses espaços de partilha de informação e de debate de ideias, localizados maioritariamente no centro da cidade, na generalidade não existem, o que não impede que se possam recordar alguns episódios singulares relacionados com a história bracarense dos cafés.

Eduardo Jorge Madureira Lopes é autor do livro “De autocolante ao peito. Autocolantes do 25 de Abril” e coordenador editorial da colecção “Braga CidadeBimilenar”, da Fundação Bracara Augusta, com 50 volumes publicados. Foi o primeiro correspondente do Público em Braga. Foi autor de programas da RUM. É director-adjunto do jornal digital Sete Margens.

Ponto de encontro: Exterior do Posto de Turismo.

15H00
Danças Europeias*
Workshop .:. m6
Workshop para pessoas de qualquer idade e para famílias dinamizado por Diana Azevedo (Associação Cultural Popolomondo).

Vamos conhecer as danças de roda, em linha, a par ou em grupo, onde se dá ênfase ao convívio, à diversão e à descontração. Não há limite de idade para dançar e para quebrar fronteiras.

Capacidade: 20 pessoas. Inscrição via festivalpolitica@gmail.com

16H00
Descobrir a Europa*
Workshop infantil .:. m6
Conhecer a História da Europa e das suas instituições de uma forma divertida. Dos 6 aos 10 anos Apresentado por Espaço Europa.

Parceria: Serviço de informação da Representação da Comissão Europeia e do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal

Capacidade para 15 crianças. Inscrição via festivalpolitica@gmail.com

16H30
Europa fortaleza: fonteiras, muros, refugiados, integração*
Debate
Numa União Europeia sem fronteiras aparentes entre si, que muros erguemos para quem vem de fora? E para quem está dentro? Que papel tem a política externa e interna da UE na forma como decide excluir e incluir milhões de seres humanos na sociedade europeia? O racismo, a xenofobia e o medo da diferença estão na base de leis e políticas governamentais cujo objetivo é dividir, ao invés de integrar. Porque têm sucesso eleitoral estas agendas? O medo do outro e da diferença explica tudo? Ou os antigos impérios coloniais ainda não acabaram, de facto? Serão as desigualdades a melhor maneira de encontrar culpados fáceis e inimigos externos?

Organização: Fumaça (www.fumaca.pt)

17H30
SESSÃO TODOS EUROPEUS
Cinema

6 filmes

The Shape / Bélgica, 4’ de Jaco Van Dormael. #EUandME – Quando uma chuva negra ameaça uma pequena cidade, uma rapariga decide não se calar e utilizar a força das palavras e da poesia contra a escuridão opressora.

Magister / França, 6’ de Kikian Huet. A história de Edward, um jovem treinado para substituir o presidente totalitário de uma nação. Se numa primeira fase expressa admiração, depois descobre o lado negro desse privilégio.

Welcome to the New World / Alemanha, 11’ de Anni Sultany e Jerry Suen. Relato ficcional baseado em eventos reais e filmado durante o encontro G20 em Hamburgo em 2017. Conta a história de Lenina, cuja realidade muda repentinamente quando se vê confrontada com questões de poder e legitimização de violência. O grupo Great 20, que era suposto proteger a humanidade, começa a reprimi-la. Premiado no Bristol Radical Film Festival.

Mohamed, The First Name, França, 15’ de Malika Zaïri. Mohamed é o nome próprio mais popular do mundo. No entanto, é um fardo no mundo ocidental como explica Mohamed, um menino de 10 anos, através de experiências da sua vida em França.

Cristian / Portugal, 26’ de Luís Baldaque. Retrata a vida de um homem de nacionalidade romena, ex-toxicodependente e ex-sem-abrigo. Christian Georgescu nasceu em 1978 na Roménia e foi no Porto que renasceu. É nesta cidade que reescreve a sua história como ativista e educador de pares. O carisma que o caracteriza une-se à determinação de querer trazer a mudança à vida daqueles que hoje passam por muito daquilo que foi o seu passado. O documentário aborda as diferentes fases da sua vida, assim como o seu renascer das cinzas.

La Clé / França, 5’51 de Valerie Mueller e Angelin Preljocaj. Num edifício em construção, várias pessoas de diferentes culturas trabalham em conjunto. Quando uma inspetora de obras chega para fazer um controlo, é preciso encontrar uma chave para que a inspeção se possa fazer.

18H30
No escuro e à escuta de Sofia Saldanha
Documentário sonoro

Documentário sonoro sobre a censura e a propaganda em Portugal durante os anos da ditadura. Trata-se de uma sessão desenhada para o ouvido, que desperta a memória de um passado recente e muito marcante da história de Portugal. No escuro, de olhos abertos ou fechados, vamos ouvir histórias de quem teve coragem e medo; vamos ouvir sons outrora escondidos; e vamos voltar a sentir, ouvindo, o palpitar de corações descompassados. No fim, perguntamos: será a censura uma coisa do passado?

Parceria da EGEAC (Programação em Espaço Público e Cinema São Jorge)/In The Dark Lisboa/Antena 2

21H30
Terceira Via de Rogério Nuno Costa
Conferência-performance

“Terceira Via” é uma conferência-performance construída a partir de uma síntese textual (na forma de um programa de ação partidária) que aglomera todos os textos performativos que Rogério Nuno Costa tem vindo a escrever. “Terceira Via”ficcionaliza um partido político, um guru espiritual e uma ideia mais ou menos espetacular de comício, para falar de uma terra prometida: geograficamente localizada no Norte “civilizado”, ela é o escape e a salvação para o Fim das Grandes Narrativas Históricas. Numa perspetiva mais lírica, “Terceira Via” corresponde à tentativa de transformar esteticamente o fascínio por um País (“Fim-Lândia” aqui transformada em abstração conceptual) num programa filosófico e espiritual que derruba todas as duplicidades: o Mundo não se divide em sim e não, mas também não cai nessa atitude consoladora de impor um talvez reconciliante; trata-se antes da instauração de uma nova ordem que é terciária.

Concepção, Texto, Interpretação: Rogério Nuno Costa.

23H00
Osso Vaidoso
Concerto

Ana Deus e Alexandre Soares começaram a sua parceria musical nos Três Tristes Tigres, uma das bandas portuguesas de referência na década de noventa do século XX.Alguns anos depois voltam a colaborar sob o nome Osso Vaidoso, duo de forte componente poética e crueza instrumental e também com espaço à improvisação sónica.Tendo editado “Animal” em 2011 e mais recentemente o álbum “Miopia” de 2016. No seu repertório estão incluídos os poetas Natália Correia, Alberto Pimenta, Ernesto Melo e Castro, Gastão Cruz, Sá de Miranda, Nicolau Tolentino e Regina Guimarães.

* Com tradução para Língua Gestual Portuguesa