27 de Abril

10H30
AS COSTAS DA CIDADE
Visita

Os moradores da Curraleira e Casal do Pinto mobilizaram-se para criar um percurso que exalta as narrativas e histórias da cidade de Lisboa, desocultando culturas, formas de estar, diferentes modos de viver o presente e o futuro.

Inscrição: festivalpolitica@gmail.com
Ponto de Encontro: Quiosque da Paiva Couceiro. Organização: Coletivo Costas da Cidade

15H00
DANÇAS EUROPEIAS
Workshop .:. Sala Manoel de Oliveira / m6

TRADBALLS – A Cooperativa de Artes e Cultura Tradicionais ensinará as danças tradicionais europeias mais populares. Vamos conhecer as danças de roda, em linha, a par ou em grupo, onde se dá ênfase ao convívio, à diversão e à descontração. Não há limite de idade para dançar e para quebrar fronteiras.

A partir dos 6 anos
Capacidade: 20 pessoas mediante inscrição via festivalpolitica@gmail.com

15H30
UM CHAT ANALÓGICO SOBRE A INTERNET *
Debate .:. Sala 2

Como é que a política europeia nos afeta enquanto utilizadores da internet? Como pode moldar a nossa liberdade criativa? Em ano de eleições, olhamos para os tão badalados quanto polémicos Artigos 11 e 13, mas também para outras questões legisladoras e reguladoras com repercussões digitais.

Participam DarkSunn (DJ e produtor de música eletrónica), Diogo Queiroz de Andrade (jornalista), Sofia Alves (representante da Comissão Europeia em Portugal), Eduardo Santos (presidente da D3) e Tito Rendas (assistente convidado e doutorando na Faculdade de Direito da Universidade Católica). Moderação de João Ribeiro (Shifter).

Organização: Shifter www.shifter.pt

16H00
CATALUNYA: 1-0 / ESPANHA, 40’ DE XUBAN INTXAUSTI
Cinema .:. Sala 3 / m12

As imagens e testemunhos do que se passou em cinco assembleias de voto do referendo convocado pela Generalitat da Catalunha, a 1 de outubro de 2017. Várias imagens foram recolhidas com telemóveis pelos próprios cidadãos. Quando estreou no canal TV3 da Catalunha, bateu recordes de audiência. Produzido pela Mediapro.

16H30
TROCAR SEIS POR MEIA DÚZIA *
Talk .:. Sala 2 / m12

Pedro Pires fala sobre a sua identidade enquanto angolano e português, e sobre a sua integração nestes dois países. Usando exemplos da sua obra reflete sobre temas presentes na sua prática artística, tal como migração, fronteiras e identidade deslocada.

17H00
CARA A CARA COM CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES NO PARLAMENTO EUROPEU *
Sala 2

Encontro entre os cidadãos e candidatos às eleições ao Parlamento Europeu. Durante cinco minutos, os participantes inscritos conversam individualmente com os candidatos, apresentando questões e contributos.

Capacidade 20 pessoas mediante inscrição: festivalpolitica@gmail.com

17H30
SESSÃO TODOS EUROPEUS
Cinema .:. Sala 3

6 filmes

The Shape / Bélgica, 4’ de Jaco Van Dormael. #EUandME – Quando uma chuva negra ameaça uma pequena cidade, uma rapariga decide não se calar e utilizar a força das palavras e da poesia contra a escuridão opressora.

Magister / França, 6’ de Kikian Huet. A história de Edward, um jovem treinado para substituir o presidente totalitário de uma nação. Se numa primeira fase expressa admiração, depois descobre o lado negro desse privilégio.

Welcome to the New World / Alemanha, 11’ de Anni Sultany e Jerry Suen. Relato ficcional baseado em eventos reais e filmado durante o encontro G20 em Hamburgo em 2017. Conta a história de Lenina, cuja realidade muda repentinamente quando se vê confrontada com questões de poder e legitimização de violência. O grupo Great 20, que era suposto proteger a humanidade, começa a reprimi-la. Premiado no Bristol Radical Film Festival.

Mohamed, The First Name, França, 15’ de Malika Zaïri. Mohamed é o nome próprio mais popular do mundo. No entanto, é um fardo no mundo ocidental como explica Mohamed, um menino de 10 anos, através de experiências da sua vida em França.

Cristian / Portugal, 26’ de Luís Baldaque. Retrata a vida de um homem de nacionalidade romena, ex-toxicodependente e ex-sem-abrigo. Christian Georgescu nasceu em 1978 na Roménia e foi no Porto que renasceu. É nesta cidade que reescreve a sua história como ativista e educador de pares. O carisma que o caracteriza une-se à determinação de querer trazer a mudança à vida daqueles que hoje passam por muito daquilo que foi o seu passado. O documentário aborda as diferentes fases da sua vida, assim como o seu renascer das cinzas.

La Clé / França, 5’51 de Valerie Mueller e Angelin Preljocaj. Num edifício em construção, várias pessoas de diferentes culturas trabalham em conjunto. Quando uma inspetora de obras chega para fazer um controlo, é preciso encontrar uma chave para que a inspeção se possa fazer.

18H30
DE VOLTA AO PASSADO: POPULISMOS, NACIONALISMOS, FASCISMOS *
Debate .:. Sala 2

Que intolerâncias e preconceitos os Estados estão a explorar e a promover como agendas políticas? É mau ser populista? Ceder ao que a maioria quer, em detrimento das minorias, é democrático? Serão o euro, a ação da UE e as políticas que privilegiam o capital a causa das desigualdades e do mal-estar das populações? Ou será que estamos só mais intolerantes e amedrontados num mundo em que a Europa tem menos poder? Terá o projeto europeu morrido? Porque escolhemos políticos que defendem um regresso aos nacionalismos num mundo cada vez mais ligado e globalizado? Caminhamos para tempos que fazem lembrar o que passou antes das Grandes Guerras do século passado?

João Mineiro Licenciado e mestre em Sociologia pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, é bolseiro de doutoramento no Centro em Rede de Investigação em Antropologia da mesma instituição, com uma abordagem etnográfica da Assembleia da República. Entre outras publicações, publicou, em co-autoria, o livro “O Espectro dos Populismos. Ensaios políticos e historiográficos” (Tinta da China).

Riccardo Marchi Licenciado em Ciências Políticas pela Universidade de Padova, em Itália, doutorou-se em 2008 em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, com uma tese sobre as dinâmicas das direitas radicais no fim do Estado Novo. Actualmente é investigador no ISCTE, estando a trabalhar num projecto sobre movimento identitário em Portugal e suas influências estrangeiras.

Thais Dornelles Formada em Direito, em Porto Alegre, no Brasil, frequenta actualmente o mestrado em Crime, Diferença e Desigualdade na Universidade do Minho. No Brasil, foi militante do Partido Comunista e participou nas lutas de vários movimentos sociais. Mulher feminista, lésbica e mãe-solteira, deixou o Brasil em 2017, face à ascensão de Jair Bolsonaro.

Organização: Fumaça www.fumaca.pt

21H30
ÚTERO POR AURORA PINHO
Concerto .:. Sala Manoel de Oliveira

Útero é um universo em plena mutação que – na forma de seres com cabeças de lobos e o renascimento da fénix – se sucedem na génese do universo, apresentando a ideia sonora “olho de peixe”.

22H00
SESSÃO LGBTI
Cinema .:. Sala Manoel de Oliveira / m16

3 filmes

I’m Sorry / Islândia, 16’ de Lovisa Lara. Toda a gente pensa que Addy tem uma relação perfeita com a sua namorada Salka. Mas quando Addy testemunha a ajuda de uma amiga a uma vítima de abuso no namoro é que percebe que tem de olhar para os termos da sua própria relação. Eleita melhor curta nos Independent Shorts Awards (EUA) e no Changing Face International Film Festival (Austrália).

Aurora / Portugal, 12’ de Carlota Flor. Aurora é uma jovem artista. Nasceu numa pequena vila do Norte, pertencente a Santa Maria da Feira. Desde cedo se apaixonou pela dança e pela moda. Hoje vive em Lisboa onde persegue o sonho de ter sucesso no mundo da arte performativa. Entre ensaios e espetáculos, luta por mostrar o seu trabalho e quebrar preconceitos com as suas criações. Uma viagem pela sua arte e pela luta que é ser uma artista em transição. Flávio é o seu nome de batismo e Aurora o nome que escolheu para o renascimento.

Queer Lives Matter – How LGBT-Activists Change The World / Alemanha, 30’ de Markus Kowalski. Esta é uma viagem conduzida pelo jornalista Markus Kowalski ao encontro de jovens ativistas à volta do mundo que lutam pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais em nome da igualdade e aceitação. Testemunhos recolhidos na Alemanha, Grécia, Turquia, Marrocos, África do Sul e Índia. Eleito Melhor Filme LGBT do Festival de Cinema Independente de Berlim 2019.

23H15
SESSÃO CORPOS POLÍTICOS
Cinema .:. Sala 3 / m18

5 filmes

Company B / Irlanda, 5’ de Tess Motherway. A Company B trabalha a dança contemporânea junto de rapazes jovens, num país onde estes têm sido uma minoria na dança. Pretendem criar um espaço seguro para que os rapazes possam expressar-se pelo movimento e dança. Neste documentário falam dos desafios que enfrentam, enquanto rapazes que dançam, revelam os obstáculos, o que sentem e porque adoram dançar.

The Grey Area / Reino Unido, 4’ de Katie Clark. A realizadora usa animação 2D e a dobragem para abordar uma experiência pessoal de assédio sexual. É desta forma que coloca questões a si e à audiência sobre o que aconteceu naquela noite.

9023 / Grécia, 7′ de Sotiris Petridis e Tania Nanavraki. Nesta alegoria à crise económica que vivemos, a história conduz–nos por um mundo onde, em resposta à fome generalizada, o governo permite que os cidadãos não produtivos possam ser comidos.

The Guest / Turquia, 10′ de Mahmut Duyan. Miriam emigrou da Síria enquanto refugiada e foi forçada a viver uma vida de prostituição na Turquia para sobreviver.

Prisoner of Society / Geórgia, 15’ de Rati Tsiteladze. Esta é uma viagem íntima ao mundo e cabeça de uma mulher transexual, prisioneira entre o seu desejo de liberdade e as expectativas dos seus pais e da sociedade onde se insere. Foi o primeiro documentário georgiano a ser nomeado para os European Film Academy Awards.

* Com tradução para Língua Gestual Portuguesa