Festival Politica

11 filmes para ver em Loulé

 

Entre os dias 22 e 24 de setembro, o Cineteatro Louletano será o epicentro das atividades da estreia do Festival Política no Algarve. Haverá também atividades no Palácio Gama Lobo, no Solar da Música Nova e nos Banhos Islâmicos. A programação e os horários serão divulgados no início de setembro. Até lá, partilhamos a seleção de 11 filmes que serão exibidos. A entrada é gratuita.

“Bustagate”, de Welket Bungué, 12’ (Portugal)
Depois do incidente do Bairro da Jamaica (zona da margem Sul de Lisboa) eis o panorama escandaloso da violência e desigualdade social em Portugal. Um filme-intervenção póstumo à sua personagem imaginária, dedicado aos portugueses.

“Alcindo”, de Miguel Dores, 79’ (Portugal)
A 10 de Junho de 1995, sob o pretexto múltiplo de celebrar o Dia da Raça e a vitória para a Taça de Portugal do Sporting, um grupo de etno-nacionalistas portugueses sai às ruas do Bairro Alto para espancar pessoas negras que encontra pelo caminho. O resultado oficial foram 11 vítimas, uma delas mortal, cuja trágica morte na Rua Garret atribui o nome ao processo de tribunal – o caso Alcindo Monteiro.

“Quo Vadis, Aida?” de Jasmila Zbanic, 101’ (Bósnia, Áustria, Roménia e Holanda)
Bósnia, Julho de 1995. Aida Selmanagić (Jasna Djuricic) trabalha como tradutora para a ONU em Srebrenica. Quando uma unidade do Exército da República Sérvia ocupa a região, até aí considerada uma área de segurança sob a proteção das Nações Unidas, ela vê a própria família entre as milhares de pessoas que procuram proteção nos campos de refugiados. Como está presente em reuniões das equipas de manutenção de paz, Aida tem acesso a informações desanimadoras. Nomeado para o Óscar de melhor filme internacional. Exibido em parceria com o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa.

“A nossa bandeira jamais será vermelha”, de Pablo Lopez Guelli, 70’ (Brasil)
A luta dos jornalistas independentes no Brasil para romper o embargo informativo imposto pelas seis famílias que dominam o sistema de informação do país. Ao examinar a influência da imprensa brasileira nos eventos sócio-políticos que ocorreram entre 2013 e 2019, o filme responde a uma pergunta que intriga o mundo todo: como é que Jair Bolsonaro se tornou presidente do sexto país mais populoso do mundo?

“Tout le monde dit la chatte”, de Clémentine Beaugrand, 12′ (França)
A masturbação feminina aos olhos de mulheres de diferentes gerações. Delicadamente, apesar do desconforto causado pelo tabu da masturbação, as suas vozes dão início a uma conversa e tornam este diálogo possível.

“A arte do sexo”, de Matheus Ribeiro Nogueira, 20′ (Portugal)
A indústria pornográfica não é muito bem vista, principalmente pela falta de ética nas relações de trabalho e por problemas que ocorreram no passado. As personagens deste filme embarcam numa viagem para desmistificar e dignificar “A Arte do Sexo”. Sessão M/18

“A música invisível”, de Tiago Pereira (Portugal)
Os ciganos têm presença na Península Ibérica pelo menos há 500 anos, no entanto em Portugal a sua música foi sempre quase esquecida, pouco conhecida, pouco gravada. Hoje essa música distingue-se muito por rumbas e fados, mas também por muita música religiosa e algum rap. Existem também músicos que não sendo ciganos se apaixonam por esta música e a adotam. Viajamos então pelo país para conhecer esta música invisível.

“O Berloque Vermelho”, de André Murraças, 8’ (Portugal)
Um homem recebe de um amigo um berloque em forma de coração para pôr ao pescoço. Quando a jóia desaparece, o homem entra em pânico e não consegue lidar com os sentimentos que o gesto e a perda do berloque lhe suscitam. Num ato louco e sangrento, fará o impensável.

“O Ofício da Ilusão”, de Cláudia Varejão, 6’ (Portugal)
A arte da ilusão é esculpida com imagens de um arquivo familiar dos anos 70 e 80 e clips de som de filmes. Madame Bovary é a heroína de Flaubert e abre os anfitriões deste exercício narrativo. Com base no diálogo de Ema Paiva com o seu amigo e confidente Pedro Lumiares no filme “Vale Abraão”, de Manoel de Oliveira, entendemos a identidade de género como uma caracterização fechada dos valores sociais.

“O Teu Nome É”, de Paulo Patrício, 24’ (Portugal)
O olhar sobre o caso de homicídio de Gisberta Salce Jr., transexual, hiv-positiva, sem-abrigo e toxicodependente que foi brutalmente torturada e violada durante vários dias seguida por um grupo de 14 adolescentes no Porto, Portugal, em 2006. Centrado em temas como a memória, o estatuto social, a violência, a discriminação e a identidade de género, “O Teu Nome É” explora o relato preocupante de dois dos adolescentes condenados, agora jovens, e as memórias dos amigos transexuais de Gisberta, confrontando diferentes perspetivas e dimensões da condição humana.

“Tracing Utopia”, de Catarina de Sousa e Nick Tyson, 20’ (Portugal e Estados Unidos)
Uma viagem virtual pelos sonhos e desejos de um grupo de adolescentes queer de Nova Iorque, uma Geração Z que vê o mundo com olhos diferentes e esperança no futuro. Um filme que ilustra a importância e o poder de encontrar uma comunidade. 

Conceito: Associação Isonomia
Coprodução: Cineteatro Louletano e Produtores Associados
Apoios: Instituto Português do Desporto e Juventude, Comissão Nacional de Eleições, Secretaria de Estado da Cidadania e Igualdade
Parcerias de programação: Parlamento Europeu – Gabinete em Portugal, Entidade Reguladora para a Comunicação Social, CooLabora
Media partners: RTP, Antena 1 e Antena 3
Apoio à comunicação: FCB, Conselho Nacional de Juventude, Centro de Vida Independente, esqrever, dezanove, Federação Portuguesa das Associações de Surdos, Bro e O Menino Grava