Festival Politica

21 filmes para ver em Lisboa e Braga

A edição de 2023 do Festival Política conta com uma seleção de 21 filmes, que integram a programação de Lisboa (Cinema São Jorge) e de Braga (Centro de Juventude). Todos os filmes, incluindo os falados em português, são legendados em português. Entrada gratuita.

“O Rapaz Que Pensava Demais”, Miguel Santos Leonardo, 4’
Um rapaz do mundo moderno vive incapaz de sobreviver dentro da sociedade. Criticando a sociedade atual vive no mesmo paradigma fechado e isolado no seu quarto. Feito um desistente no nosso Planeta Terra durante a pandemia.

“Indefinível”, Bernardo Seixas, 8’
Um manifesto sobre arte pelos olhos de quem a faz. Os questionamentos sobre arte são vários. Numa tentativa de pensar sobre estas questões, um grupo de artistas reflete sobre esses temas enquanto acompanhamos a sua arte em desenvolvimento.

“Nha Fidju”, Diogo Moreira Carvalho, 5’
Um filho sem a mãe, uma mãe sem o filho. Um problema de gerações de afrodescendentes, o seu direito a uma família e a uma casa.

“Que mundo, português?”, António Limpo, 10’
A Exposição do Mundo Português, nesse Portugal grandioso e verdadeiramente pequeno, na hipnose do fascismo e analfabetismo vigente. Do Portugal perfeito ao Portugal imperfeito. Algures entre a Ilusão e a Alheação, que mundo este, português?

“Are We Punks Or Not?”, Telmo Soares, 20’
Nasceram para serem artistas e recusam-se a aceitar que as limitações com que nasceram possam parar os seus sonhos. Com mais de 25 anos como banda, com ensaios semanais, mais de 200 concertos (principalmente em instituições e eventos de inclusão social), houve mudanças no grupo por questões de saúde de alguns membros mas sempre a sonhar com a participação plena como banda.

“Alcarràs”, de Carla Simón, 120’ (Espanha e Itália)
Há já três gerações que a família Solé sobrevive do cultivo de pessegueiros na pequena cidade de Alcarràs (Catalunha, Espanha). As suas vidas, até aí pacatas, mudam quando recebem uma notificação do senhorio que lhes dá até ao final do Verão para abandonar a terra. O proprietário dos terrenos tenciona arrancar todas as árvores para que ali possa ser feita a instalação de painéis solares. Essa notícia vai abalar todos os elementos da família que, apesar de muito unidos, têm formas diferentes de abordar o futuro ou de encontrar novas formas de sustento. Essa insegurança, vai dar origem a desavenças difíceis de gerir. Filme exibido em parceria com o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa.

“La casquette”, Hadi Moussally, 3’ (França)
Hadi olha fixamente para a câmara e começa a vestir-se. Enquanto se prepara, exprime o seu pensamento sobre a situação atual, a discriminação e amálgamas que pesam sobre si, aquele que usa o chapéu duplo estigmatizante dos gays e árabes. O que fazer com este peso?

“O aparente caos da diversidade”, Colectivo Fotograma 24 e estudantes de Montemor-o-Novo, 5’ (Portugal)
Quando a aparência se sobrepõe à própria realidade, torna-se essencial refletir sobre questões que existem desde o início da nossa espécie e que contribuem para a sua evolução. Assegurar que hoje podemos ver para além do “aparente caos” requer coragem por parte da sociedade, mas facilita a aceitação da diversidade.

“Break Your Dick”, Pedro Rei, 80’ (Portugal)
Aurora, uma mulher transexual, tenta desesperadamente reunir o dinheiro para a cirurgia de redesignação genital de que tanto precisa. À beira do suicídio, os seus amigos criam uma campanha de crowdfunding que poderá ser a sua salvação.

“Venus Ascending: Gender Equality & Water”, Asher Elias Anantham, 5’ (Estados Unidos)
A escassez de água nos países em desenvolvimento tem um impacto desproporcionado nas mulheres e raparigas, uma vez que lhes é predominantemente atribuída a responsabilidade pela recolha e transporte de água.

“Cadê Heleny”, Esther Vital, 29’ (Brasil)
A trajetória de vida de Heleny Guariba, filósofa, professora e diretora de teatro desaparecida em 1971 sob a ditadura militar brasileira. As lembranças bordadas e animadas de seus entes queridos denunciam o que não podia ser dito com palavras a partir das arpilleras, arte têxtil popular que surgiu no Chile como resposta aos horrores da ditadura de Pinochet.

“Bonita”, Mariana França de Lima, 25’ (Brasil)
O documentário apresenta as experiências de três mulheres negras de diferentes gerações que são ou foram atravessadas pelo mesmo sentimento: a solidão e a solidão das mulheres negras.

“Por una vida mejor”, Laurie Stührenberg, 27’ (Alemanha)
Seis mulheres de países diferentes e uma história comum: forçadas a abandonar a sua terra em busca de uma vida melhor. Seis trabalhadoras domésticas em situação irregular contam o seu dia a dia, marcado pelo racismo, pela saudade da família e pela luta pela sobrevivência.

“Bentuguês”, Daniel Borga, 16’ (Portugal)
Depois da escola, um grupo de crianças reúne-se na Casa de São Bento, onde está localizado um projeto comunitário. Aí têm a liberdade de sonhar, brincar e crescer. Dentro de uma máquina do tempo, pensam no seu futuro.

“The last night”, Amen Allah Sabtaoui, 15’ (Tunísia)
Slim, um jovem privilegiado, cheio de frustração, decide sair da sua zona de conforto e explorar o seu corpo num bordel no bairro de La Medina de Tunes. Conhece Haifa, uma trabalhadora do sexo e começa a aventura.

“Wall of shame”, Michalis Katsouris, 30’ (Grécia)
Documentário participativo/jornalístico. Tem como ponto de partida um ataque violento contra um grupo de refugiados da ilha de Lesbos, em 2018, para mostrar a “face oculta” da sociedade grega.

“Seremos ouvidas”, Larissa Nepomuceno, 13’ (Brasil)
Como existir numa estrutura sexista e ouvinte? Gabriela, Celma e Klicia, três mulheres surdas com realidades diferentes, partilham as suas lutas e trajetórias no movimento feminista surdo

“Paulo Galo: Mil faces de um homem leal”, Iuri Salles e Felipe Larozza, 19’ (Brasil)
Paulo ‘Galo’ Lima ganhou destaque com o movimento dos entregadores antifascistas e, em 2021, foi preso após a ação que ateou fogo na estátua do Borba Gato, em São Paulo. Para ele, ‘faltou tempo’ dentro da cadeia. Conheça a verdadeira história de Galo.

“A viagem sem fim”, Priscyla Bettim e Renato Coelho, 10’ (Brasil)
Oceano Atlântico, Ano 1500. Durante a viagem das naus comandadas por Pedro Álvares Cabral estranhos acontecimentos fazem com que a tripulação se perca no espaço e no tempo sem nunca chegar ao Brasil. “A Viagem Sem Fim” é uma remontagem do clássico “O Descobrimento do Brasil” (1937), de Humberto Mauro.

“Novíssimas cartas portuguesas”, documentário de realização coletiva, 55’ (Portugal)
O julgamento das 3 Marias foi o primeiro momento do movimento feminista português com projeção internacional. Agitou as águas estagnadas da ditadura e foi um grito ensurdecedor para o mundo. Que impacto teve a obra pela qual foram julgadas? Quão diferentes são as nossas vidas hoje? No 50º aniversário do livro “Novas Cartas Portuguesas” um grupo de mulheres produziu este documentário para questionar em que ponto se encontra a luta feminista. Há novos problemas? Quais são as novas opressões?

“Absconded. Young Russians On The Run”, Anna Winzer, 53’ (Alemanha)
Acompanha as duas primeiras semanas após o ataque da Rússia à Ucrânia. O protagonista principal, Egor Lesnoy, é um ativista ambiental, blogger e influenciador de Irkutsk, na Sibéria. O seu maior amor é o Lago Baikal, onde mergulha livremente sob o gelo no Inverno e retira o lixo do fundo do lago e das margens. Até 24 de fevereiro de 2022, estava cheio de esperança num futuro melhor. Nesse dia, a sua vida mudou completamente.

 

Competição Prémio Futuro – realizadores até 30 anos

“O Rapaz Que Pensava Demais”
“Indefinível”
“Nha Fidju”
“Are we punks or not?”
“O Aparente Caos da Diversidade”
“Bentuguês”
“The Last Night”
“Wall of shame”
“Seremos ouvidas”
“Por Una Vida Mejor”
“Venus Ascending: Gender Equality & Water”

Competição Filme do Ano – prémio do júri

“Break Your Dick”
“Bentuguês”
“Wall of shame”
“Novíssimas cartas portuguesas”
“Absconded. Young Russians On The Run”

Competição Prémio do Público. Todos os filmes estão a votação do público, exceto “Alcarràs”.