Festival Politica

Invasion e Plastikós para ver em Braga

Nesta exposição de Roni Sousa que integra o Festival Política – Braga procura-se discutir a problemática ambiental através do formato instalação, com dois trabalhos em videoarte, Invasion (2019) e Plastikós (2020), ambos contendo atividade performática e buscando sensações que representem uma ideia por completo, um resumo sintético do que se quer passar, não se importando com o tempo, qualidade da imagem, enredo ou personagens.

A videoarte constitui uma forma de expressão artística que utiliza a tecnologia do vídeo em artes visuais, vindo inicialmente como uma alternativa para artistas plásticos de experimentar novos meios nas suas obras. Desde os anos 1960, a videoarte está associada a correntes de vanguarda, tendo como alguns dos principais representantes Nam June Paik, Wolf Vostell, Joseph Beuys e Bill Viola.

A exposição reforça o velho conceito de que a videoarte não é para ser assistida em poltronas confortáveis durante horas, como no cinema, mas sim como uma experiência passageira e de forte impressão. A exposição é composta por dois trabalhos.

Invasion
Neste trabalho mistura-se escultura, atividade performática e videoarte. Em quatro blocos de betão celular, instalados sobre uma mesa dentro de uma sala vazia, são projetadas múltiplas telas do performer esculpindo, imagens simultâneas e coreografadas, que buscam investigar os processos humanos de qualidades invasivas sobre a natureza, sobre as imagens, sobre a arte e sobre os sons. Discute-se a rapidez com que mudamos o nosso foco de atenção na era digital; coloca-se em foco a invasão do artista sobre o material durante a composição de um objeto de arte e questiona-se a definição de arte, entre objeto, sensação e experiência.

Plastikós
Neste vídeo procura-se refletir sobre as relações do homem com o meio ambiente, através do “plástico” – termo de origem grega, “πλαστικός” (plastikós), que exprime a característica dos materiais quanto à moldabilidade (mudança de forma física) – questionando se somos nós quem o molda ou se é ele quem nos transforma. Colocam-se em foco os movimentos, e aquilo que vemos ou não vemos, através da utilização do efeito de luz estroboscópico que ocorre quando uma fonte de luz pulsante ilumina um objeto em movimento, interferido na forma como o cérebro processa as imagens e causando sensações que podem ser associados a sensações psicodélicas.

Roni Sousa (Brasil, 1993) é um artista visual que divide a sua atuação entre a docência, os palcos cénicos e os trabalhos plásticos (escultura, performance e vídeo). Encontra-se a terminar dissertação de mestrado sobre as relações entre a arte e a sustentabilidade. A exposição pode ser vista nas salas de reunião do primeiro andar do Centro de Juventude de Braga. A exposição é realizada no âmbito do programa de Bolsas para Artistas, Criadores e Ativistas, promovida pela associação Isonomia e pelo IPDJ.

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