3 filmes do Festival Política para ver em Grândola em abril

Pelo terceiro ano consecutivo, o Festival Política associa-se ao ciclo de cinema Abril Documental, que irá decorrer no Cineteatro Grandolense ao longo do mês de abril. Nesta iniciativa da Câmara Municipal de Grândola, será possível ver três documentários que integram a secção competitiva do Festival Política 2026.
A entrada é gratuita. Após a exibição, segue-se uma conversa com os realizadores.
8 de abril, quarta-feira, 21h
«Mulheres, Terra, Revolução», de Cecília Honório e Rita Calvário
Entre o campo e a revolução, este documentário dá voz às mulheres rurais que foram protagonistas silenciosas da mudança. Através dos testemunhos de agricultoras, cooperativistas e jornalistas, revela-se uma história de resistência, de luta pela emancipação e de construção de poder popular, num tempo em que falar — e agir — era, para muitas mulheres, um ato verdadeiramente revolucionário.
15 de abril, quarta-feira, 21h
«Salatinas — Histórias da Velha Alta de Coimbra», de Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira
Na década de 1940, cerca de três mil pessoas foram expulsas da Alta de Coimbra para dar lugar à Cidade Universitária. Este documentário é o testemunho dos últimos sobreviventes dessa comunidade e de uma das maiores transformações urbanísticas em Portugal, realizado num tempo em que desalojamentos forçados, falta de acesso à habitação e segregação social ainda fazem manchetes. Uma viagem à memória do bairro histórico varrido do mapa sob o ímpeto renovador do regime, arrastando para o esquecimento o burburinho de estudantes, tricanas, merceeiros e alfaiates que se esconde por baixo de imponentes faculdades. Um filme sobre pessoas, mas também sobre poder, resistência, identidade e o preço do progresso.
22 de abril, quarta-feira, 21h
«Racismo, Uma Descolonização Em Curso», de Joana Gorjão Henriques e Mariana Godet
Documentário a partir da série de reportagens Racismo em Português II. Colonos em Angola e Moçambique. Retornados em Portugal, sobre o que foi um “apartheid não escrito” do sistema colonial, a violência racial e o choque do retorno. Esta é a segunda parte da série Racismo em Português-o lado esquecido do colonialismo, uma investigação de Joana Gorjão Henriques de 2015 sobre o racismo no período colonial e a continuidade no presente. Depois de se focar no olhar do colonizado na primeira série, a segunda cruza história colectiva com as memórias e reflexões de quem foi colono: Aurora Duarte, Álvaro Vasconcelos, David Borges, David Luna de Carvalho, Dulce Maria Cardoso, José Gil e Rute Magalhães.



