Seis filmes para ver em Loulé e Quarteira

Fica a conhecer os seis filmes que integram a programação do Festival Política. A primeira sessão decorre no dia 23 de outubro, às 22h30, no Cineteatro Louletano. Segue-se a 24 outubro, às 15h00, a segunda sessão no Centro de Atividades Lúdicas de Quarteira. Todos os filmes estão legendados em português. A entrada é gratuita.

23 outubro | 22h30 | Cineteatro Louletano

Sessão Corpos em Trânsito

“Solo de Vidro”, de Jonathan Leggett e Achiraf Djakpa. 22’ (Portugal e Suíça)
Kleyton é um jovem adolescente que sonha um dia tornar-se dançarino. Junior, por outro lado, sonha em ser futebolista. Ambos vivem em bairros periféricos de Lisboa: Cova da Moura e Reboleira.

“A Hora do Chico”, de Rafael Sá Carneiro e João Severo, 15’ (Portugal)
Em 1974, Chico, um apresentador querido de um programa infantil de TV a serviço de um regime autoritário é forçado a tomar a decisão mais difícil da sua vida: assassinar um colega ao vivo ou perder a aprovação do seu poderoso pai.

“Entre cães e lobos”, de Khalissa Akadi e Mathilde Sauvère, 13’ (Portugal e Suíça)
N’O Fim do Mundo, um dos bairros de Lisboa, o coração de Leo está em chamas. Quando Odair Moniz é assassinado, Leo recusa-se a permanecer em silêncio. Ele quer compreender, agir, vingar-se e transformar. Mas como pode ele iniciar uma revolução? Como pode ele fazer ouvir a sua voz? Entre uma vontade feroz de viver, esperanças ardentes, um desejo de revolta e a necessidade de agir, Leo traça um caminho para a resiliência.

24 outubro | 15h00 | Centro de Atividades Lúdicas de Quarteira (CALQ III)

Sessão Direito à Cidade

“Lisbone Baas Kora”, de Filipe Barroso, 9’ (Portugal)
Um olhar sobre a comunidade do Bangladesh em Lisboa. Filmado com acesso exclusivo e em colaboração com a comunidade, o filme explora a realidade de quem procura construir uma vida na cidade, entre a adaptação a uma nova cultura, a preservação das raízes e a forma como a sua presença é recebida.

“Irregular”, de Júlio Moreira, 10’ (Portugal)
Acompanhamos o dia a dia de Camila Mendonça da Silva, uma artista brasileira que imigrou para Portugal em busca de segurança, autonomia e qualidade de vida. Apesar de contribuir para o país, vive num limbo legal devido à suspensão das manifestações de interesse, enfrentando precariedade laboral, práticas abusivas e o medo constante da deportação. Através de cenas íntimas na sua casa, das deslocações diárias e do ambiente duro do trabalho em restaurante, o documentário expõe a contradição entre o que Camila mostra e o que sente, revelando um sistema que aceita o imigrante para trabalhar, mas não para pertencer.

“Sabura”, de Falcão Nhaga, 25’ (Portugal)
Nesta história de amor, um jovem casal é confrontado com um futuro incerto. Entre a Europa e África, os dois reencontram-se em Lisboa, numa casa onde vivem outros imigrantes, e onde a distância e a proximidade irão testar a sua relação.