13 filmes para ver no Festival Política de Lisboa

Fica a conhecer os 13 filmes da secção de cinema do Festival Política de Lisboa. Ao todo são quatro sessões, que vão decorrer em três espaços da freguesia de São Vicente: Mercado Santa Clara, Auditório João Hogan – A Voz do Operário e Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia. A entrada em todas as sessões é gratuita e todos os filmes são exibidos com legendas em português, incluindo os realizados em língua portuguesa.

A seleção de cinema do Festival Política resulta de uma call internacional, que privilegia histórias — de ficção ou documentário — que abordem temas como direitos humanos, cidadania, participação cívica e ativismo. Todos os anos o Festival Política distingue os melhores filmes nas categorias Prémio do Júri, Prémio do Público e Prémio Futuro (destinado a realizadores/as ou equipas com idade igual ou inferior a 30 anos).


24 de setembro. 19h ― Sessão Corpos em trânsito
Local: Mercado Santa Clara

“Inbecoming, the art of becoming no one”, de Tiago Filipe Gomes Mota, 6’ (Portugal)
Um projeto sobre identidade e autodescoberta. Sobre a busca incessante por mim mesmo em meio à escuridão, entre inúmeras possibilidades. Não busco uma forma final, mas o eco de quem posso ser. Entre o tudo e o nada, encontro apenas o processo interno confuso e caótico, transitório e talvez infinito…

“O Meu Amor do Rancho”, de Miguel De, 18’ (Portugal)
Quando olho para o meu amor, ele olha para o rapaz à sua frente, mas só vemos as costas um do outro. Nunca o rosto. Porque não estamos a dançar todos juntos. Estamos em pares. E nesta dança, o meu amor não existe. Arrasto-o para dentro dela, mas só as costas. E foi pelas suas costas que me apaixonei. As suas costas largas, vestidas com o traje mais bonito do mundo, que são todos os trajes que ele vestia.

“Quem se move”, de Stephanie Ricci, 20’ (Portugal e Brasil)
Ao longo de uma noite, René, uma imigrante brasileira em Lisboa, enfrenta a difícil escolha entre permanecer ilegal numa cidade que se torna cada vez mais estranha ou retornar ao lar do qual fugiu. Os seus conflitos externos e internos entrelaçam-se, revelando as complexidades de viver entre dois mundos.

24 de setembro. 21h30 ― Sessão Direito à Cidade
Local: Mercado Santa Clara

“Lisbone Baas Kora”, de Filipe Barroso, 9’ (Portugal)
Um olhar sobre a comunidade do Bangladesh em Lisboa. Filmado com acesso exclusivo e em colaboração com a comunidade, o filme explora a realidade de quem procura construir uma vida na cidade, entre a adaptação a uma nova cultura, a preservação das raízes e a forma como a sua presença é recebida.

“Um sentimento chamado Carnaval”, de Carlos Mouta Confort, 14’ (Portugal e Brasil)
A par do ritmo vibrante do Rio de Janeiro e da tradição emergente nas ruas, acompanhamos a visão de dois representantes de destaque dos blocos de Carnaval de rua brasileiros, agora presentes em Lisboa. Num país onde o Carnaval ainda não conquistou plenamente o seu lugar no panorama social, este movimento surge como um símbolo de presença migratória, resistência e sentido de liberdade.

“Irregular”, de Julio Moreira, 10’ (Portugal)
Acompanhamos o dia a dia de Camila Mendonça da Silva, uma artista brasileira que imigrou para Portugal em busca de segurança, autonomia e qualidade de vida. Apesar de contribuir para o país, vive num limbo legal devido à suspensão das manifestações de interesse, enfrentando precariedade laboral, práticas abusivas e o medo constante da deportação. Através de cenas íntimas na sua casa, das deslocações diárias e do ambiente duro do trabalho em restaurante, o documentário expõe a contradição entre o que Camila mostra e o que sente, revelando um sistema que aceita o imigrante para trabalhar, mas não para pertencer.

“Catálogo de uma Cidade Sem Tecto”, de Diogo Cunha, 16’ (Portugal)
A crise habitacional no Porto. Uma instalação que pretende servir como um catálogo de uma cidade vendida. Onde a cada esquina uma casa é transformada em Alojamento Local, e cada novo canteiro de obras se torna um hotel. Onde vivem os cidadãos do Porto atualmente?

25 de setembro. 19h ― Sessão Sonho e Resistência
Local: Auditório João Hogan – A Voz do Operário

“Solo de Vidro”, de Jonathan Leggett e Achiraf Djakpa. 22’ (Portugal e Suíça)
Kleyton é um jovem adolescente que sonha um dia tornar-se dançarino. Junior, por outro lado, sonha em ser futebolista. Ambos vivem em bairros periféricos de Lisboa: Cova da Moura e Reboleira.

“A hora do Chico”, de Rafael Sá Carneiro e João Severo, 15’ (Portugal)
Em 1974, Chico, um apresentador querido de um programa infantil de TV a serviço de um regime autoritário é forçado a tomar a decisão mais difícil da sua vida: assassinar um colega ao vivo ou perder a aprovação do seu poderoso pai.

“Entre cães e lobos”, de Khalissa Akadi e Mathilde Sauvère, 13’ (Portugal e Suíça)
N’O Fim do Mundo, um dos bairros de Lisboa, o coração de Leo está em chamas. Quando Odair Moniz é assassinado, Leo recusa-se a permanecer em silêncio. Ele quer compreender, agir, vingar-se e transformar. Mas como pode ele iniciar uma revolução? Como pode ele fazer ouvir a sua voz? Entre uma vontade feroz de viver, esperanças ardentes, um desejo de revolta e a necessidade de agir, Leo traça um caminho para a resiliência.

26 de setembro. 18h – Sessão Entre Continentes
Local: Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia

“Áudios de Casa”, Bianca Rêgo, 11’ (Portugal)
Uma mãe envia áudios pelo Whatsapp para a filha, que se mudou para outro continente e passa por momentos difíceis. No seu diário, a filha escreve as suas impressões sobre Portugal e os seus sentimentos contraditórios em relação ao país. “Áudios de Casa” é sobre a relação entre uma mãe e uma filha, mas poderia ser sobre qualquer mãe e qualquer filha.

“Sabura”, de Falcão Nhaga, 25’ (Portugal)
Nesta história de amor, um jovem casal é confrontado com um futuro incerto. Entre a Europa e África, os dois reencontram-se em Lisboa, numa casa onde vivem outros imigrantes, e onde a distância e a proximidade irão testar a sua relação.

“Fogo Abismo”, de Roni Sousa, 12’ (Brasil)
Através de fotografias de família, imagens de arquivo e imagens fabuladas, emergem gradualmente fragmentos de uma infância em Vila Rabelo, uma favela na capital do Brasil. Memórias de afeto, ausência, fogo e sobrevivência desenrolam-se até que a narração revela ser uma carta escrita em 2002. À medida que passado e presente se entrelaçam, memórias pessoais são reconstruídas através do cinema, numa procura de pertença.

Programação Festival Política – Lisboa: 24 de setembro, 25 de setembro, 26 de setembro

Entrada gratuita

Acessibilidades no Festival Política: Espetáculos com interpretação para língua gestual portuguesa. Todos os filmes estão legendados em português. No caso das oficinas e debates, caso necessites de interpretação para Língua Gestual Portuguesa, informa-nos através do email participa.politica@gmail.com até 72 horas antes do evento.

Conceito: Associação Isonomia. Coprodução: Junta de Freguesia de São Vicente. Produção: Produtores Associados. Apoio: Comissão Nacional de Eleições. Parcerias de programação: Panteão Nacional, Trienal de Arquitectura de Lisboa, A Voz do Operário, Edson Tech & Soul, Lalaland Studios, Central Models, Show Off, Casa Voadora, Casa Pia, Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia, Associação Literacia Para os Media e Jornalismo. Media partners: RTP e Antena 1. Apoio à comunicação: Edson Tech & Soul, Show Off, ACAPO, esqrever, dezanove. Apoio à produção: Instituto Politécnico de Setúbal.