Programação Lisboa ― 25 de setembro
O Festival Política regressa a Lisboa em 2026, entre os dias 24 e 26 de setembro, com atividades gratuitas em vários espaços da freguesia de São Vicente. Em breve teremos mais novidades, incluindo a localização das atividades.
Em 2026, o Festival Política terá como tema central a Constituição da República Portuguesa, tendo como pano de fundo os 50 anos da aprovação da primeira Constituição da Democracia. Fica a conhecer a programação do dia 25 de setembro (sexta-feira).
18h ― oficina-debate
Mapa da Cidade, com António Brito Guterres e Emma Andretti
Oficina cartográfica da freguesia de São Vicente, a partir do seu lugar na cidade e no mundo. A partir do desenho da freguesia aplica-se uma série de indicadores situados no mapa e discutidos coletivamente. Como resultado final pretende-se um itinerário explicativo do bairro para os dias de hoje. Pretende-se que participem atores locais e moradores. O resultado será apresentado no dia seguinte ao público através de um mapa explicativo. Com Emma Andretti e António Brito Guterres
19h ― Cinema: Sonho e Resistência
“Solo de Vidro”, de Jonathan Leggett e Achiraf Djakpa. 22’ (Portugal e Suíça)
Kleyton é um jovem adolescente que sonha um dia tornar-se dançarino. Junior, por outro lado, sonha em ser futebolista. Ambos vivem em bairros periféricos de Lisboa: Cova da Moura e Reboleira.
“A hora do Chico”, de Rafael Sá Carneiro e João Severo, 15’ (Portugal)
Em 1974, Chico, um apresentador querido de um programa infantil de TV a serviço de um regime autoritário é forçado a tomar a decisão mais difícil da sua vida: assassinar um colega ao vivo ou perder a aprovação do seu poderoso pai.
“Entre cães e lobos”, de Khalissa Akadi e Mathilde Sauvère, 13’ (Portugal e Suíça)
N’O Fim do Mundo, um dos bairros de Lisboa, o coração de Leo está em chamas. Quando Odair Moniz é assassinado, Leo recusa-se a permanecer em silêncio. Ele quer compreender, agir, vingar-se e transformar. Mas como pode ele iniciar uma revolução? Como pode ele fazer ouvir a sua voz? Entre uma vontade feroz de viver, esperanças ardentes, um desejo de revolta e a necessidade de agir, Leo traça um caminho para a resiliência.
20h ― Cinema: Corpos em trânsito
“Inbecoming, the art of becoming no one”, de Tiago Filipe Gomes Mota, 6’ (Portugal)
Um projeto sobre identidade e autodescoberta. Sobre a busca incessante por mim mesmo em meio à escuridão, entre inúmeras possibilidades. Não busco uma forma final, mas o eco de quem posso ser. Entre o tudo e o nada, encontro apenas o processo interno confuso e caótico, transitório e talvez infinito…
“O Meu Amor do Rancho”, de Miguel De, 18’ (Portugal)
Quando olho para o meu amor, ele olha para o rapaz à sua frente, mas só vemos as costas um do outro. Nunca o rosto. Porque não estamos a dançar todos juntos. Estamos em pares. E nesta dança, o meu amor não existe. Arrasto-o para dentro dela, mas só as costas. E foi pelas suas costas que me apaixonei. As suas costas largas, vestidas com o traje mais bonito do mundo, que são todos os trajes que ele vestia.
“Quem se move”, de Stephanie Ricci, 20’ (Portugal e Brasil)
Ao longo de uma noite, René, uma imigrante brasileira em Lisboa, enfrenta a difícil escolha entre permanecer ilegal numa cidade que se torna cada vez mais estranha ou retornar ao lar do qual fugiu. Os seus conflitos externos e internos entrelaçam-se, revelando as complexidades de viver entre dois mundos.
21h30 ― música
Nayr Faquirá – Artigo 13.º
Artigo 13.º é uma performance musical original de Nayr Faquirá inspirada no princípio da igualdade consagrado na Constituição da República Portuguesa. Através de canções originais, momentos de palavra falada e partilha com o público, o espetáculo propõe uma reflexão sobre a forma como direitos fundamentais como a igualdade, a liberdade e a dignidade são vividos — ou, por vezes, negados — na experiência quotidiana. Cantora, compositora e produtora luso-moçambicana, Nayr Faquirá cruza no seu trabalho artístico temas como identidade, herança migrante, representação, saúde mental e condição feminina. Em Artigo 13.º, estabelece uma ponte entre experiências pessoais e questões coletivas, criando um espaço de proximidade, escuta e reflexão sobre os desafios da construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática.
22h00 ― concerto-conversa
“Artigo por Artigo”, com Selma Uamusse e Ana Markl
Duas mulheres que fazem da palavra e da música instrumentos de transformação encontram-se para um concerto-conversa construído a pensar nos 50 anos da Constituição portuguesa. Selma Uamusse apresenta-se com canções que servem de ponto de partida para uma conversa a duas vozes com Ana Markl. A partir da música, as duas protagonistas cruzam memórias, dúvidas e certezas: o que significam os direitos proclamados no texto constitucional e as desigualdades que atravessam o quotidiano. Um espetáculo íntimo sobre o que a Constituição promete e sobre o que ainda falta cumprir.



