Programação Lisboa ― 26 de setembro
O Festival Política regressa a Lisboa em 2026, entre os dias 24 e 26 de setembro, com atividades gratuitas em vários espaços da freguesia de São Vicente. Em breve teremos mais novidades, incluindo a localização das atividades.
Em 2026, o Festival Política terá como tema central a Constituição da República Portuguesa, tendo como pano de fundo os 50 anos da aprovação da primeira Constituição da Democracia. Fica a conhecer a programação do dia 26 de setembro (sãbado).
11h -– oficina para crianças e famílias
“A Constituição em Cartas” (Um baralho ilustrado sobre direitos, liberdade e imaginação).
Público-alvo: Crianças a partir dos 6 anos e famílias
A partir de artigos e princípios da Constituição da República Portuguesa, convidamos crianças e famílias a criar um baralho coletivo de cartas ilustradas inspirado em ideias como liberdade, igualdade, educação, habitação, participação e cuidado pelo outro. Cada participante transforma um direito, valor ou princípio constitucional numa imagem, personagem, símbolo ou pequena narrativa visual, utilizando desenho, pintura, colagem e técnicas mistas. A oficina procura traduzir conceitos muitas vezes abstratos e difíceis de entender em experiências criativas, sensíveis e acessíveis às crianças, aproximando-as de temas ligados à cidadania, direitos humanos e vida em comunidade através da imaginação e da criação artística. No final, as cartas produzidas pelo grupo dão origem a jogos participativos (memória, adivinhas e construção de histórias, por exemplo) transformando a Constituição numa experiência coletiva, lúdica e visual. As cartas poderão ainda integrar uma pequena instalação ou exposição temporária no espaço do festival. Oficina dinamizada pela Casa Voadora (Torres Vedras).
11h – oficina
Autocuidado, Identidade e Ancestralidade, com Vanessa Di Farias
A oficina de autocuidado, identidade e ancestralidade, ministrada por Vanessa Di Farias, propõe uma vivência que articula reflexão, diálogo e práticas de cuidado de si. A atividade tem como ponto de partida a história O Galo Preto, uma narrativa que convida à reflexão sobre identidade, diferença, pertencimento e respeito às múltiplas formas de existir. Após a escuta e a conversa coletiva sobre os temas presentes no conto, os participantes serão convidados a compartilhar experiências e perceções sobre autoestima, diversidade e convivência em comunidade. Em seguida, a oficina apresenta diferentes técnicas de amarração de turbantes, explorando seus significados culturais, históricos e estéticos como formas de expressão e valorização da identidade. Mais do que aprender uma prática manual, a proposta busca criar um espaço de acolhimento, troca de saberes e fortalecimento da autoconfiança, estimulando o respeito às diferenças e a construção de relações mais sensíveis e inclusivas.
15h – teatro
“Luzes da Liberdade”
Luzes da Liberdade é um espetáculo que convida o público a percorrer ideias fundamentais que sustentam a vida em democracia. Partindo da primeira Constituição da República Portuguesa de 1911 e atravessando diferentes momentos históricos, os alunos exploram conceitos como igualdade, direito à vida, liberdade, educação, trabalho digno e participação cívica. Entre palavras, poemas, música e imagens, o espetáculo questiona também os desafios do presente: as migrações, as transformações do mundo do trabalho, a influência das redes sociais e o lugar da felicidade numa sociedade cada vez mais acelerada. Num palco onde a luz simboliza consciência e liberdade, os jovens intérpretes interrogam o mundo que herdaram e imaginam o que ainda pode ser transformado. “Luzes da Liberdade” é um convite a pensar o futuro a partir dos direitos que nos trouxeram até aqui. Um espetáculo dos alunos do Curso Básico de Teatro da Casa Pia.
16h – debate
Apresentação e discussão do Mapa da Cidade, com António Brito Guterres
Momento de debate do processo de mapeamento coletivo desenvolvido nos dois dias anteriores do festival, que reuniu moradores e participantes do festival em torno da cartografia do Bairro Azul, da freguesia de São Vicente e de Lisboa. Mais do que uma exposição de resultados, este é um momento de discussão coletiva, que reafirma o mapeamento como instrumento de encontro entre comunidade e poderes públicos, dando visibilidade a territórios, vivências e contrastes habitualmente ausentes dos mapas oficiais.
17h – Oficina de teatro
“Corpo, voz e comunicação”, com Humberto Pedrancini e Roni Sousa
A oficina Corpo, Voz e Comunicação propõe uma experiência prática de desenvolvimento da expressão verbal e corporal por meio de jogos teatrais, exercícios de improvisação e dinâmicas coletivas. A atividade convida os participantes a explorarem diferentes formas de comunicação, fortalecendo a escuta, a criatividade, a autoconfiança e a capacidade de se relacionar com o outro. Inspirada em práticas do teatro contemporâneo e da educação artística, a oficina busca estimular a presença, a colaboração e o diálogo, transformando o corpo e a voz em ferramentas de encontro, participação e construção coletiva. A atividade é aberta a participantes de diferentes idades e não exige experiência prévia em teatro.
18h – Cinema: Entre continentes
“Áudios de Casa”, Bianca Rêgo, 11’ (Portugal)
Uma mãe envia áudios pelo Whatsapp para a filha, que se mudou para outro continente e passa por momentos difíceis. No seu diário, a filha escreve as suas impressões sobre Portugal e os seus sentimentos contraditórios em relação ao país. “Áudios de Casa” é sobre a relação entre uma mãe e uma filha, mas poderia ser sobre qualquer mãe e qualquer filha.
“Sabura”, de Falcão Nhaga, 25’ (Portugal)
Nesta história de amor, um jovem casal é confrontado com um futuro incerto. Entre a Europa e África, os dois reencontram-se em Lisboa, numa casa onde vivem outros imigrantes, e onde a distância e a proximidade irão testar a sua relação.
“Fogo Abismo”, de Roni Sousa, 12’ (Brasil)
Através de fotografias de família, imagens de arquivo e imagens fabuladas, emergem gradualmente fragmentos de uma infância em Vila Rabelo, uma favela na capital do Brasil. Memórias de afeto, ausência, fogo e sobrevivência desenrolam-se até que a narração revela ser uma carta escrita em 2002. À medida que passado e presente se entrelaçam, memórias pessoais são reconstruídas através do cinema, numa procura de pertença.
21h30 – música
emmy Curl – Solar Punk
emmy Curl apresenta: Solarpunk – Um Pastoral do Futuro Regenerativo. Existe uma urgência em repensar o que significa crescer como país. No sistema patriarcal atual, o lucro e o progresso caminham lado a lado com a pátria, muitas vezes esquecendo aquilo que realmente a sustenta. Gostar e amar um país implica também amar a sua natureza, a mãe terra que pisamos, e cuidar do seu ecossistema – da fauna à flora. O Solarpunk, conceito que surge como alternativa ao Cyberpunk, convida-nos a imaginar um futuro onde a gestão dos recursos e a política ambiental se alinham com o bem-estar humano, integrando saberes ancestrais e possibilidades tecnológicas para regenerar o planeta. A música do Pastoral de emmy Curl traz a este festival um concerto pensado para comunicar e imaginar estas ideias, acompanhado de sons modernos e futuristas que se cruzam com tradições e memórias do interior, evocando a força das florestas, das aldeias e das pessoas que continuam a cuidar da terra.



